Quando me sinto ameaçado, incomodado, uso do orgulho como defesa. Faço com que tudo aquilo que possa romper meus segredos e ameaçar meu suposto equilíbrio, “dê de cara” com um muro levantado com tijolos de orgulho.
Me defendo, e assim, tudo fica intacto, tudo continua igual, imóvel, inerte. Nenhum tijolo fora do lugar, nenhum buraco e ninguém na condição de ameaçador.
Isso me faz forte !
Não, isso não me faz forte. Isso faz de mim um covarde.
As máscaras caem durante um momento de adoração.
Diante de um Deus que tinha tudo pra reinar em meio à riquezas do alto de seu trono, e escolhe ser homem para salvar; diante de um Deus cheio de poder e grandeza, que se humilha e se torna pão pra alimentar e pra continuar seu projeto de salvação, a muralha se quebra, o orgulho é esmagado. A queda do muro permite que luz adentre o ambiente, onde outrora só haviam trevas. Então a água também não encontra mais barreiras e pode assim trazer seu rastro de vida, e o que era seco floresce. A vida se renova, e sementes do paraíso são lançadas...
Por fim, o orgulho dá lugar ao Amor, pois ambos não podem habitar o mesmo local.
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